Fenômeno previsto para o segundo semestre intensificará ondas de calor e trará riscos à saúde
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAP), o Centro de Previsão Climática (CPC), da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), divulgou no dia 16 de março, que há a probabilidade de 62% de acontecer o fenômeno conhecido com El Niño. Assim, acontecerá aumento excessivo de ondas de calor no trimestre de junho-julho-agosto.
A partir de agosto a situação pode se agravar, chegando a 72%. Até outubro pode alcançar 80% até o final de 2026. O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o cenário como um “estado de emergência climática”. Logo, com todos os principais sinais, temperatura, concentração de gases de efeito estufa e aquecimento dos oceanos, apontando para deterioração simultânea.
Leia também:
China retira subsídio e energia solar terá aumento
Além das temperaturas máximas, teremos a possibilidade de aumento das temperaturas mínimas, que dificultará o resfriamento do corpo durante a noite a agravará os impactos na saúde, uma vez que, calor prolongado pode intensificar doenças, reduzir a produtividade e até provocar mortes.
O aumento das médias de temperatura deve ser responsável por triplicar a demanda por ar-condicionado até 2050. Dessa forma, segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Esse relatório foi apresentado na COP-30. Ademais, pesquisadores da World Weather Attribution (WWA) informaram que 2025 foi um dos três anos mais quentes já registrados. Na ocasião, o Grupo Casas Bahia reportou um aumento de 84% na procura por ares-condicionados no mesmo período.
Energia solar e ar-condicionado = conforto e economia

Para Anderson Oliveira, CEO operacional do Grupo EcoPower Eficiência Energética, a busca por ar-condicionado deve ser também pautada pensando na economia com energia elétrica. “Sabemos que as ondas de calor têm aumentado a cada ano. Mas, para a EcoPower, é contraditório ‘Refrescar a cabeça com ar-condicionado e esquentar com a conta de energia elétrica’. Temos planos em que, qualquer pessoa, pode ter em sua casa, no seu comércio, etc, o sistema de energia fotovoltaico e ter anexado, nas parcelas o valor do ar-condicionado da nossa linha Eco Home. O cliente cuida da sua saúde e bem-estar, de sua família e ainda economiza”, disse Anderson.
A empresa, alcançou em dezembro de 2025, a marca de 85 mil projetos homologados em todo o país. Assim, Anderson aponta a iniciativa de soluções integradas como fator preponderante para esse número e na linha Eco Home, o ar-condicionado tem alta procura. “O ar-condicionado está presente em quase todas as soluções que apresentamos aos clientes. Com o calor excessivo que tem feito no Brasil e a possibilidade de integrar o produto ao valor da parcela do projeto torna altamente viável a aquisição”, afirmou Anderson. A empresa estima dessa forma, faturar R$ 1 bilhão em 2026.