A WEG, multinacional brasileira fabricante de equipamentos eletroeletrônicos, encaminhou nota a seus parceiros comerciais anunciando atualizações sobre o mercado de módulos fotovoltaicos (placas solares) e BESS (baterias). Segundo a empresa, a China retira subsídio e energia solar terá aumento. O país é o maior polo fabricante no seguimento de energia solar, já havia anunciado corte em seus subsídios após, prolongado período de preços artificialmente baixos.
Desde fevereiro de 2025 governo chinês já dava indícios de retirar subsídios
Desde fevereiro de 2025, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), pertencente ao governo chinês, já havia mencionado a medida. Já que a China já havia alcançado a meta que tinha estipulado até 2030 em 2024 com o recorde de produção em instalações solares. Logo, 6 anos antes da meta estipulada. Em 2025, a China já contava com 887 GW em energia renovável, superando em 6 vezes mais a capacidade dos Estados Unidos, segundo dados da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA).
O governo chinês cita como fatores preponderantes a necessidade de correção estrutural do mercado. Além disso, excesso de capacidade produtiva no país e elevação nos custos de insumos (polissilício, prata e alumínio). Assim, já no primeiro trimestre de 2026, o subsídio de 9% na tarifa de exportação será extinguida, à partir de 1º de abril para a produção das placas solares. Para as baterias, haverá redução de 9% para 6% entre abril e dezembro, cancelando totalmente o subsídio à partir de janeiro de 2027.
Leia Nota na íntegra:

Werner, Eggon e Geraldo fundaram a WEG em 1961, em Santa Catarina. A empresa, cujo nome vem das iniciais de seus fundadores, tornou-se líder mundial em motores elétricos. Assim, como em automação industrial, geração, transmissão e distribuição de energia, além de tintas e vernizes, focando em sustentabilidade e energias renováveis. A empresa atua globalmente, possui filiais em 42 países e fábricas em 18. Possui atualmente, quadro de colaboradores superior a 49.000 nos 5 continentes. Com a nota, assinada pelo Gerente de Vendas, Jonas dos Santos, a empresa afirma trazer a seus parceiros comerciais, a confirmação da medida pelo governo chinês. Assim, proporciona a todos, prazo para organização, estabilidade e sustentabilidade em seus negócios já a curto prazo.
EcoPower se organizou para este momento
Para Leandro Neves, Diretor Comercial do Grupo EcoPower Eficiência Energética, a empresa já vem se estruturando categoricamente para esse momento. A EcoPower é a maior parceira comercial da WEG no Brasil e a nota já era aguardada:

“A EcoPower desde o momento que tomou conhecimento do aumento dos preços dos módulos na China, nos patamares dos anos de 2022, 2023 e 2024, por meio de conversas com a WEG, seu fornecedor exclusivo, adotou como ação procurar seus clientes e alertá-los do risco real de reajuste do CAPEX. O que não inviabilizaria o investimento no solar, mas aumentaria o tempo do Payback sobre o investimento. Passou a prestar uma assessoria não só de eficiência energética, mas também financeira e fiscal. Essa postura de alertar e assessorar seus clientes se dá pelo fato da EcoPower considerá-los como parceiros. Uma relação que vai multo além da venda, o que é um valor inegociável para nós, pois presamos por relacionamentos duradouros”, disse Leandro.
Ainda segundo Leandro, mesmo com o impacto no valor, a empresa está preparada para não desestimular os consumidores a adquirirem seus projetos de energia solar:
“A EcoPower visando mitigar os impactos do aumento dos preços, passou também a apresentar soluções financeira e crédito para os seus clientes. Por meio de contrato locação, Fidc, Cri, etc, atenuando o aumento do Capex, com redução no custo dos financiamentos, com taxas de juros competitivas e com ganhos tributários, além da redução no custo da energia. Além dessa redução, a EcoPower vem evoluindo na sua operação otimizando os custos com logística e instalação, repassando essas reduções no preço para a seus clientes. Outra ação que irá colaborar para não desestimular os consumidores com os aumentos dos preços do Capex”, concluiu o diretor comercial.